Lukaku: ‘É um milagre ir à Copa. Em qualquer outro país, eu não teria sido convocado’

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Seattle (EUA), 08/06/2026 — Romelu Lukaku, 33 anos, foi confirmado na lista da Bélgica para a Copa do Mundo de 2026 apesar de ter atuado apenas 64 minutos em toda a temporada 2025/26 pelo Napoli. Em entrevista pós-amistoso contra a Tunísia, vencido pelos Diabos Vermelhos por 5 a 0, o centroavante descreveu a convocação como “um milagre”, algo que, segundo ele, não ocorreria “em qualquer outro país”. A aposta do técnico Rudi Garcia sela a permanência do maior artilheiro da seleção (90 gols em 125 jogos) no elenco que estreia em 15 de junho, contra o Egito, no Seattle Stadium.

Uma temporada quase em branco: o que aconteceu com Lukaku?

Entre agosto e dezembro de 2025, Lukaku sofreu uma lesão muscular que o tirou de 28 partidas do Napoli e da própria seleção. Já recuperado, voltou a sentir a coxa esquerda em março e terminou o calendário com apenas sete jogos oficiais e um gol — contraste brusco com 2024/25, quando participou de 38 duelos, marcou 14 vezes, deu 11 assistências e levantou o Scudetto.

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Por que Rudi Garcia bancou o camisa 10?

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Segundo o próprio atleta, a convocação foi discutida dois meses antes da lista final. O treinador pesou três fatores:

  • Histórico goleador: 0,72 gol por jogo pela Bélgica — média superior à de qualquer belga na história.
  • Adequação tática: Garcia utiliza um 3-4-2-1 que exige pivô físico para fixar os zagueiros rivais; desde 2018, Lukaku participa diretamente de 43% dos gols da Bélgica em grandes torneios.
  • Carência no elenco: Batshuayi e Openda vivem bom momento, mas nenhum possui a mesma experiência em mata-matas de Copa (Lukaku soma 13 partidas em Mundiais).

Raio-X de Romelu Lukaku

Idade: 33 anos
Clube atual: Napoli (ITA)
Minutos jogados em 2025/26: 64
Gols/assistências na temporada: 1/0
Gols pela seleção: 90 em 125 jogos (2º maior da Europa, atrás apenas de Cristiano Ronaldo)
Participações em Copas: 2014, 2018, 2022 e agora 2026

Impacto no Grupo G e na estratégia belga

A Bélgica enfrentará Egito, Irã e Nova Zelândia. Contra blocos defensivos — cenários frequentes diante de equipes de ranking inferior — a presença de um pivô forte amplia a variedade ofensiva:

  • Bola aérea: 26% dos gols belgas nas Eliminatórias vieram de cruzamentos; Lukaku domina 3,4 duelos aéreos por 90 min (média 2024/25).
  • Rota direta: A equipe pode alternar construção curta com lançamentos para o camisa 10 segurar a bola e acionar De Bruyne ou Doku em velocidade.
  • Gestão de minutos: A comissão planeja inseri-lo gradualmente: 20-30 minutos nas duas primeiras rodadas e, caso não haja intercorrências físicas, titularidade a partir das oitavas.

O que observar nos próximos capítulos

A evolução física do atacante será monitorada treino a treino nos Estados Unidos. Caso suporte 60 minutos de alta intensidade até a fase de mata-mata, a Bélgica recupera uma referência que a levou ao terceiro lugar em 2018. Se não corresponder, Garcia terá de acelerar a transição para um ataque mais móvel — cenário que pode alterar drasticamente o peso ofensivo dos Diabos Vermelhos.

Conclusão prospectiva: Lukaku chega ao Mundial longe do ideal, mas seu potencial de desequilíbrio mantém a Bélgica entre as candidatas a surpresa. A forma como o camisa 10 responderá ao planejamento físico-tático nos EUA será decisiva para medir o teto da geração comandada por Rudi Garcia.

Com informações de Trivela

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