Matheus Cunha se vê mais próximo da versão do Manchester United sob o comando de Ancelotti

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TerESÓPOLIS (RJ), 29/05/2026 – Matheus Cunha, destaque do Manchester United em 2025/26, afirmou nesta sexta-feira que sua função na Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti replica quase fielmente o que executa na Premier League. O atacante, convocado para a Copa do Mundo de 2026, vem de temporada com 10 gols em 33 jogos, participação decisiva na classificação dos Red Devils para a Champions League e na terceira colocação da liga inglesa.

Por que a fase em Old Trafford mudou o status de Cunha na Seleção

Contratado pelo United no início da temporada, Cunha deixou de ser referência fixa na área – característica vista na campanha do ouro olímpico em Tóquio-2020 – para assumir papel híbrido: parte ponta esquerda, parte meia-atacante. Esse repertório, consolidado ao lado de Bruno Fernandes e Casemiro, chamou a atenção de Ancelotti, que lhe deu a titularidade em seis dos oito jogos de preparação pré-Mundial.

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O próprio jogador resume a convergência tática: “No United, atuo mais pela esquerda e, na criação, venho por dentro ajudar o Bruno. Na Seleção, o professor pede a mesma movimentação”.

O desenho tático de Ancelotti: 4-2-4 que vira 4-3-3

Ancelotti testou um 4-2-4 com Vinicius Júnior (esquerda), Matheus Cunha (flutuando), Raphinha (direita) e um quarto atacante que ainda será definido – opção entre Neymar, João Pedro ou Rayan, dependendo da condição física. Sem a bola, a equipe recompõe em 4-4-2, com Cunha fechando o corredor esquerdo ou centralizando, exatamente como faz na Inglaterra.

A versatilidade do camisa 9 permite ao treinador alternar esquemas durante a partida sem trocar peças, algo que ele próprio valorizou em coletiva: “Aos dez minutos já podemos estar em outra formação”.

Raio-X de Matheus Cunha em 2025/26

  • Partidas (Premier League): 33
  • Gols: 10
  • Assistências: 6
  • Participações diretas a cada: 184 minutos
  • Posições ocupadas: ponta esquerda (46 %), segundo atacante (38 %), centroavante (16 %)
  • Convocações com Ancelotti: 4 de 5 listas, 6 jogos como titular

Impacto projetado: o que muda para o Brasil na Copa

No Grupo C – com Marrocos, Haiti e Escócia – o Brasil enfrentará defesas de perfis distintos. A mobilidade de Cunha deve abrir espaços para Vinicius no um contra um e para a infiltração do meia mais adiantado (possivelmente Lucas Paquetá). Além disso, a presença de nove atacantes na lista e apenas cinco meio-campistas indica aposta clara em volume ofensivo, algo que o ex-Atlético de Madrid pode potencializar ao alternar entre as linhas.

Se mantiver o rendimento de Old Trafford, Cunha oferece solução tática vital para Ancelotti: amplitude sem a bola, criação por dentro com ela e agressividade na pressão pós-perda, ponto em que o Brasil ainda busca consistência.

Conclusão prospectiva: à medida que Ancelotti define os 11 titulares na Granja Comary antes do embarque para os Estados Unidos, Matheus Cunha desponta como peça que equilibra criatividade e intensidade. O próximo teste, domingo contra o Panamá no Maracanã, servirá para calibrar esse encaixe antes da estreia contra Marrocos em 13 de junho. O desempenho do atacante pode ditar se o ousado 4-2-4 sobreviverá aos desafios do mata-mata mundialista.

Com informações de Trivela

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