Conheça o perfil gestor do Conselho de Administração de Odorico Roman à Presidência

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Porto Alegre, 8 de outubro de 2025 – O ex-vice-presidente de futebol Odorico Roman oficializou nesta semana a formação do seu Conselho de Administração para a Chapa 2, que concorrerá à presidência do Grêmio em 2025. A lista, composta por seis profissionais de perfis complementares, foi apresentada na Arena e sinaliza um projeto focado em reestruturação financeira, governança e fortalecimento do elenco.

Por que a composição do Conselho é decisiva

Desde 2011 o Grêmio adota modelo de gestão dividida entre presidente executivo e um Conselho de Administração formado por seis membros. Na prática, esse grupo é responsável por aprovar orçamento anual, contratações de maior impacto e políticas de compliance. Portanto, o capital humano escolhido por Roman tende a influenciar diretamente:

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  • a capacidade de gerar superávits em meio à alta da folha salarial;
  • a velocidade na modernização de processos, como o ERP SAP já iniciado na passagem anterior de Roman;
  • a governança nas contratações, tema sensível após as discussões sobre teto salarial em 2024.

Raio-X dos indicados da Chapa 2

Antonio Dutra Jr. – Analista de Sistemas (PUCRS) e gestor certificado em clubes pela Unisinos. Implementou o ERP SAP A1 (2015-16) e participou diretamente dos títulos da Copa do Brasil-2016 e Libertadores-2017.

Carlos Alberto Vendt Dressler – Empreendedor do setor automotivo e logístico. Especialista em planejamento estratégico e expansão nacional de mercado.

Eduardo Schumacher – Advogado com pós-graduação em Direito Societário e atuação na OAB-RS na área de Recuperação Judicial, ponto-chave para reestruturações financeiras.

Fábio Rigo – Executivo da indústria alimentícia há 16 anos, hoje diretor de operações da Pirahy Alimentos. Formação em Administração e pós em Gestão Empresarial.

Juliano Franczak (“Gaúcho da Geral”) – Conselheiro em terceiro mandato, deputado estadual reeleito e atual Secretário de Esporte e Lazer do RS. Atua como ponte entre torcida organizada e diretoria.

Luciano Brasil – Promotor de Justiça desde 1995, ex-diretor da escola do MP-RS e especialista em Direito Digital. Deve liderar políticas de compliance e proteção de dados do clube.

Como cada perfil se encaixa na estratégia de Odorico Roman

O desenho do Conselho reforça três eixos centrais prometidos por Roman:

  1. Rigor Financeiro: experiências de Dutra, Schumacher e Rigo convergem para otimização de custos e uso de sistemas integrados de ERP.
  2. Transparência Jurídica: presença de um promotor (Luciano Brasil) e de um especialista em recuperação judicial (Schumacher) sinaliza foco em compliance.
  3. Ponte com torcida e poder público: o deputado Juliano Franczak tende a facilitar projetos de estádio, mobilidade e captação de patrocínios via leis de incentivo.

Impacto imediato na corrida eleitoral gremista

Com a definição do grupo gestor, a Chapa 2 ganha:

  • Clareza de proposta – agendas já definidas para os primeiros 120 dias, incluindo revisão de contratos de atletas acima de 30 anos.
  • Capital político – apoio de correntes do Conselho Deliberativo que priorizam profissionalização pós-SAF, ainda em debate no clube.
  • Pressão sobre adversários – outras chapas precisarão apresentar nomes com similar respaldo técnico para manter equilíbrio no pleito.

Próximos passos até a eleição de 2025

O calendário eleitoral prevê:

  • Novembro/2025 – apresentação dos planos de gestão completos ao Conselho Deliberativo;
  • Dezembro/2025 – votação dos associados para escolha do presidente e do Conselho.

A agenda de Roman inclui roadshow financeiro com potenciais patrocinadores ainda em outubro, além de encontros regionais com sócios do interior gaúcho.

Conclusão prospectiva: Ao cercar-se de executivos experientes em tecnologia, finanças e direito, Odorico Roman posiciona a Chapa 2 como plataforma de compliance e eficiência, tema valorizado pelo mercado e pelas recentes mudanças regulatórias da CBF. Se o projeto for validado nas urnas, o Grêmio poderá já em 2026 operar com orçamento baseado em fluxo de caixa realista e política de contratações alinhada ao fair play financeiro, fator que pode aumentar a competitividade em campeonatos continentais.

Com informações de Portal do Gremista

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