Palmeiras e Santos empataram em 0 x 0 na noite de 27 de abril de 2026, no Allianz Parque, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro Feminino. Mesmo com a expulsão da zagueira palmeirense Poliana ainda no primeiro tempo, as Sereias da Vila não conseguiram transformar a vantagem numérica em gol e somaram apenas um ponto fora de casa.
Expulsão cedo, mas superioridade numérica sem efetividade
Aos 37 minutos da etapa inicial, Poliana puxou o cabelo de Evelin Bonifácio e recebeu cartão vermelho direto, deixando o Palmeiras com uma jogadora a menos por cerca de 55 minutos de jogo. Ainda assim, o Santos encontrou dificuldade para romper as duas linhas compactas formadas pela técnica Rosana Augusto, que recuou Bia Zaneratto para auxiliar a saída de bola e manteve Taina Maranhão isolada no contra-ataque.
No segundo tempo, o técnico Bruno Barbosa adiantou a lateral esquerda Larissa Vasconcelos e trocou a meia Suzane Pires por Vivian para ganhar presença de área. A melhor chance saiu justamente dos pés de Vivian, que acertou voleio defendido por Kate Tapia. A goleira palmeirense trabalhou em quatro finalizações certas, preservando o 0 x 0.
Raio-X do clássico paulista
- Cartões: 1 vermelho (Poliana/SEP) e 8 amarelos distribuídos, sinal de jogo físico.
- Finalizações no alvo: Santos 4 × 2 Palmeiras (dados do scout da partida).
- Posse de bola após expulsão: 62 % para o Santos, mas apenas 0,70 de “expected goals” (xG) — mostra produção ofensiva abaixo do ideal com vantagem numérica.
- Segurança defensiva: segundo clean sheet consecutivo do Santos como visitante, indicando evolução do sistema comandado por Taty Amaro.
O que muda na tabela e na estratégia das equipes
O ponto conquistado mantém Palmeiras e Santos em cenário de equilíbrio na parte intermediária da classificação. Como a 8ª rodada ainda não foi encerrada, a CBF não oficializou a atualização de posições, mas a tendência é que ambos sigam dentro da zona de classificação às quartas, cuja linha de corte costuma ficar entre 19 e 21 pontos.
Para o Santos, a falta de aproveitamento em superioridade numérica acende alerta: o time precisa converter volume em gols. Já o Palmeiras mostrou resiliência defensiva mesmo com 10 em campo, aspecto que pode se repetir em jogos decisivos.
Imagem: Internet
Próximos compromissos: ajustes à vista
As Sereias da Vila voltam a campo em 1º de maio, às 16 h, diante do Internacional na Vila Belmiro, com entrada gratuita. A comissão técnica estuda utilizar Laryh desde o início para aumentar a criatividade no terço final. O Palmeiras, por sua vez, terá uma semana cheia até visitar o Cruzeiro, jogo em que Rosana Augusto não contará com Poliana — suspensa — e deve testar a jovem Rhay Coutinho na zaga.
Conclusão prospectiva: o empate sem gols mostrou duas leituras distintas. Para o Santos, é imprescindível transformar domínio territorial em efetividade, especialmente frente a adversários diretos. Para o Palmeiras, a solidez defensiva alcançada mesmo em inferioridade numérica pode ser um trunfo nas fases mata-mata. A próxima rodada servirá como termômetro para avaliar se os ajustes pontuais surtirão efeito ou se mudanças mais profundas serão necessárias.
Com informações de Santos Futebol Clube