Rayssa Leal dá show no Ibirapuera e é tetracampeã do Super Crown – Portal

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São Paulo (SP) – Aos 15 anos, a brasileira Rayssa Leal conquistou neste domingo, no Ginásio do Ibirapuera, o seu quarto título do Super Crown, etapa decisiva da Street League Skateboarding (SLS). A vitória reforça o domínio da maranhense no circuito mundial e a coloca, mais uma vez, no topo do ranking feminino da modalidade street.

Domínio no Ibirapuera: como Rayssa construiu a vitória

A final em São Paulo reuniu as melhores skatistas do mundo, mas Rayssa ditou o ritmo desde as voltas de linha até as manobras de best trick. Com alto índice de acertos e dificuldade crescente, ela assumiu a liderança logo na primeira tentativa de nota alta e não saiu mais da ponta.

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Além da consistência, a “Fadinha” apresentou manobras de alto grau técnico, como flip slide e hardflip front board, ambas pontuando acima de 8,0 – patamar que costuma ser decisivo em finais de SLS.

Por que o tetracampeonato importa no ciclo olímpico

O Super Crown fecha a temporada da Street League, atribuindo o maior número de pontos na corrida olímpica. Com o tetracampeonato, Rayssa amplia a vantagem sobre as rivais diretamente ligadas à briga por vaga em Paris 2024, caso de Momiji Nishiya (JPN) e Chloe Covell (AUS).

O desempenho consistente em eventos de alto nível é fundamental porque o ranking olímpico considera a média das melhores pontuações em competições classificatórias. Ao erguer o troféu em São Paulo, a brasileira praticamente assegura presença entre as primeiras colocadas até o fechamento do ranking da World Skate, previsto para meados de 2024.

Raio-X de Rayssa Leal na SLS

  • Títulos de Super Crown: 2019, 2021, 2022, 2023 (tetracampeã)
  • Vitórias em etapas da SLS: 9 (recorde feminino)
  • Top-3 consecutivos: 15 finais seguidas (desde 2019)
  • Idade: 15 anos (nascida em 04/01/2008)
  • Medalha olímpica: Prata em Tóquio 2020

Impacto para o skate feminino e próximos desafios

O tetracampeonato de Rayssa consolida o Brasil como potência no skate street feminino e aumenta a visibilidade da modalidade no país. Nos bastidores, marcas e federações já falam em ampliar investimentos em categorias de base, de olho em novos talentos que possam seguir os passos da maranhense.

No curto prazo, Rayssa volta a se concentrar no calendário internacional de 2024, que inclui eventos três estrelas da World Skate e os X Games. Cada competição vale pontos cruciais para definir o “seeding” olímpico e pode influenciar o desenho da pista e a ordem de descidas em Paris.

Conclusão: Com a vitória no Ibirapuera, Rayssa Leal não apenas amplia seu currículo, mas também encaminha a liderança do ranking olímpico e estabelece um novo patamar de excelência no skate street. A temporada 2024 começará sob a expectativa de ver até onde a “Fadinha” pode elevar o nível técnico e psicológico antes de buscar o ouro em Paris.

Com informações de BandSports

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