De Luxemburgo a Ancelotti: como 10 técnicos do Real Madrid estrearam no El Clásico contra Barcelona

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Madri, 26 de outubro de 2025 – Neste domingo, às 12h15 (de Brasília), no Estádio Olímpico Lluis Companys, Xabi Alonso fará seu primeiro El Clásico como técnico do Real Madrid, partida que vale a liderança provisória de LALIGA 2025/26. O confronto será transmitido ao vivo no Disney+ Premium.

Por que o duelo é decisivo já em outubro?

Após dez rodadas, o Real Madrid lidera com 24 pontos, enquanto o Barcelona aparece logo atrás, com 22. Ou seja, quem vencer assumirá (ou manterá) a primeira posição. Para Alonso, que assumiu os merengues em julho, o clássico representa um ponto de inflexão: vitória embala o projeto, mas revés pode colocá-lo imediatamente sob pressão, como ocorreu com outros antecessores.

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Retrospecto de estreias: equilíbrio entre glória e frustração

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Nos últimos 30 anos, dez treinadores iniciaram sua trajetória em El Clásico exatamente contra o Barça. O saldo é cinco vitórias e cinco derrotas para o Real.

Raio-X das primeiras atuações de cada técnico

Vitórias

  • Fabio Capello (1996): 2 x 0 – gols de Šuker e Mijatović
  • Carlos Queiroz (2003): 2 x 1 – gols de Roberto Carlos e Ronaldo
  • Vanderlei Luxemburgo (2005): 4 x 2 – gols de Zidane, Ronaldo, Raúl e Owen
  • Bernd Schuster (2007): 1 x 0 – gol de Júlio Baptista
  • Zinedine Zidane (2016): 2 x 1 – gols de Benzema e Cristiano Ronaldo

Derrotas

  • Manuel Pellegrini (2009): 0 x 1 – gol de Ibrahimović
  • José Mourinho (2010): 0 x 5 – show coletivo do Barça de Guardiola
  • Carlo Ancelotti (2014): 3 x 4 – hat-trick de Messi decidiu
  • Rafa Benítez (2015): 0 x 4 – domínio catalão no Bernabéu
  • Julen Lopetegui (2018): 1 x 5 – goleada que acelerou sua demissão

Números agregados dessas dez partidas

  • Gols do Real Madrid: 15
  • Gols do Barcelona: 23
  • Média de gols sofridos pelos merengues: 2,3 por jogo

O que mudou com Xabi Alonso no banco?

Ex-meio-campista com longa passagem pelo clube, Alonso trouxe conceitos de pressão alta e saída curta que marcaram seu trabalho anterior no Bayer Leverkusen. Nos primeiros meses em Madri, a equipe se destaca por:

  • Versatilidade tática: alternância entre 4-3-3 em posse e 4-4-2 sem bola.
  • Amplitude pelos lados: laterais projetados geram superioridade numérica nas pontas.
  • Transição defensiva mais curta: time recupera a bola, em média, cinco metros mais adiante em comparação à temporada passada, segundo dados do departamento analítico do clube.

Impacto potencial sobre a temporada

Um triunfo neste domingo manterá o Real no topo e dará a Alonso um início semelhante ao de Capello e Zidane – técnicos que terminaram suas temporadas de estreia com títulos. Já uma derrota o colocará na “zona Mourinho/Benítez”, quando o desgaste começou justamente após o primeiro clássico. Além da tabela, o resultado reflete diretamente no vestiário e no planejamento para a janela de janeiro, sobretudo na busca por um zagueiro adicional caso a defesa volte a mostrar fragilidades.

Com o equilíbrio histórico de estreias e a briga ponto a ponto pela liderança, o clássico deste fim de semana tende a moldar a narrativa de toda a campanha 2025/26. Olhos voltados, portanto, não apenas para os 90 minutos, mas para as repercussões táticas e psicológicas que virão a seguir.

Com informações de ESPN Brasil

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