Ex-Barcelona, Adriano compara Flick a Guardiola e projeta futuro de Yamal: ‘Pode chegar lá’

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São Paulo, 12 de maio de 2026 – Em evento da LaLiga realizado na capital paulista, o ex-lateral Adriano Correia afirmou que o técnico Hansi Flick reproduz no Barcelona a gestão de talentos que viu de perto com Pep Guardiola e cravou que o jovem Lamine Yamal, 18 anos, “tem potencial para alcançar o nível de Lionel Messi e Neymar”. O brasileiro também apontou Raphinha como principal esperança ofensiva da Seleção para a próxima Copa do Mundo.

Por que Adriano enxerga paralelos entre Flick e Guardiola

Adriano vestiu a camisa blaugrana de 2010 a 2016, período em que Guardiola somou 247 partidas e 78,7 % de aproveitamento. Hoje, Flick contabiliza 114 jogos com 79,3 %, segundo dados oficiais do clube até o último El Clásico. Para o ex-lateral, a semelhança não é apenas tática:

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  • Gestão de base: ambos promoveram atletas da La Masia em cenários de restrição financeira. Guardiola lapidou nomes como Busquets e Pedro; Flick aposta em Yamal, Cubarsí e Gavi.
  • Modelo posicional: a circulação curta e o uso de extremos abertos persistem, favorecendo jovens atacantes com 1×1 forte.
  • Controle de elenco: rodízio programado para reduzir carga física, algo que prolongou a carreira de veteranos na era Pep e hoje protege Raphinha após lesões musculares.

Yamal: maturidade precoce justifica comparação com Messi e Neymar

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Canhoto, atuando preferencialmente pela direita e recém-herdeiro da camisa 10, Yamal repete a rota de ídolos recentes. Adriano destaca a “mentalidade de 28 anos” do atacante. Alguns indicadores públicos ajudam a entender o elogio:

  • Participação em gols: na temporada 2025/26, Yamal esteve envolvido em 0,58 gol por 90 min (soma de gols e assistências), segundo a plataforma StatsBomb.
  • Decisões em jogos grandes: gol da vitória sobre o Atlético e assistência no 2–2 contra o Real Madrid na Supercopa.
  • Mapa de ações: 42 % de suas conduções ocorrem entre linha lateral e meia-lua, zona onde Messi produzia seus cortes para dentro.

Esses dados sustentam a projeção de Adriano: a capacidade de desequilíbrio já aparece em métricas de elite para a idade.

Raphinha: da recuperação física à liderança da Seleção

Com 32 jogos, 19 gols e 8 assistências na temporada, Raphinha manteve média de participação direta em 0,84 gol por partida, mesmo perdendo oito semanas por lesão no reto femoral. Na Seleção, soma 11 gols em 37 atuais convocações. O histórico recente justifica a etiqueta de “esperança” citada por Adriano:

  • Pressão alta: 5,2 recuperações no terço final por 90 min, dado que o técnico brasileiro valoriza.
  • Versatilidade: já atuou em ambos os flancos e como interior direito em linha de 4–3–3, solução importante para encaixar Vinícius Júnior no lado oposto.

Raio-X da campanha do Barcelona 2025/26

Classificação: título de LaLiga confirmado com três rodadas de antecedência.
Defesa: 24 gols sofridos em 35 jogos (média 0,68), melhor marca desde 2015/16.
Ataque: 78 gols, sendo 31 oriundos de atletas formados em La Masia, indicador do peso das categorias de base no elenco de Flick.

Impacto futuro: o que esperar de Barça, Brasil e La Masia

A análise de Adriano reforça um ponto estratégico: a capacidade do Barcelona de sustentar sua competitividade continental através de talentos internos enquanto saneia o balanço financeiro. Se Yamal confirmar a curva de evolução prevista e Raphinha transferir o desempenho do clube para a Seleção, Flick pode levar o Barça a patamares de protagonismo semelhantes aos de Guardiola, ao passo que o Brasil ganha um novo vértice ofensivo para 2026. Os próximos testes serão a pré-temporada nos EUA, em julho, e a estreia na Champions, onde a efetividade do modelo será avaliada diante de adversários de ritmo mais alto.

Com informações de Trivela

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