Rio de Janeiro, 25 de maio de 2024 – O Fluminense voltou a ser vazado na derrota por 1 a 0 para o Mirassol, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro, e chegou ao nono jogo consecutivo sofrendo gols. A última partida sem ser furado foi há um mês, em 23 de abril, no empate por 0 a 0 com o Operário-PR, pela Copa do Brasil.
Sequência negativa expõe fragilidades
Desde aquele 0 a 0 em Ponta Grossa, o Tricolor disputou nove confrontos e concedeu ao menos um gol em todos. Somando o recorte maior de 16 jogos pós-1º de abril, são apenas duas clean sheets – a outra diante do Deportivo La Guaira, na Venezuela, pela Libertadores – contra 20 gols sofridos. Isso representa média de 1,25 gol por partida, superior à média de 1,21 registrada pelo clube em todo o Brasileirão 2023.
Raio-X da defesa tricolor
Jogos analisados: 16 (01/04 a 23/05)
Clean sheets: 2 (12,5%)
Gols sofridos: 20
Média de gols sofridos: 1,25/jogo
Resultados no período: 6 vitórias, 6 empates, 4 derrotas
Por que o sistema defensivo caiu de rendimento?
1. Pressão alta sem recomposição ideal
O modelo de jogo de Fernando Diniz aposta em posse e marcação adiantada. Quando a primeira linha de pressão é quebrada, a defesa fica exposta a transições rápidas. Nos últimos jogos, adversários como Internacional e Flamengo exploraram justamente essas costas dos volantes.
2. Rotatividade excessiva na zaga
Lesões e convocações alteraram a dupla central em diversas rodadas. A alternância entre Nino, Felipe Melo, Manoel e Antônio Carlos reduziu o entrosamento, impactando o sincronismo em coberturas e linha de impedimento.
3. Laterais mais ofensivos
Com Marcelo e Guga avançando muito, os extremos adversários encontram espaço nos corredores. Quando o lateral não recompõe a tempo, o zagueiro é obrigado a sair do miolo, abrindo brechas na área.
Comparativo com 2023
No Campeonato Brasileiro do ano passado, o Fluminense terminou com 46 gols sofridos em 38 partidas (média de 1,21). Caso mantenha a atual média de 1,25, o time encerraria a liga atual com cerca de 48 gols contra – ultrapassando o desempenho defensivo da temporada anterior.
Imagem: Internet
Impacto na classificação e nos próximos compromissos
Apesar de algumas vitórias apertadas (2 a 1 contra São Paulo e Bolívar, por exemplo), o Tricolor vem perdendo pontos preciosos em razão da instabilidade defensiva, caindo posições no Brasileiro e mantendo a zona de classificação na Libertadores em alerta.
Os próximos desafios incluem duelo fundamental pela fase de grupos continental e confronto direto na parte intermediária da Série A. Estancar o vazamento virou prioridade técnica e psicológica: cada gol sofrido obriga o ataque a produzir mais, aumentando o desgaste do elenco em maratona de três competições.
Conclusão provisória: a sequência de nove jogos levando gols acende sinal vermelho nas Laranjeiras. A capacidade de Diniz ajustar recomposição, consolidar dupla de zaga e controlar a transição defensiva nas próximas semanas tende a definir não só a campanha no Brasileiro, mas também a sobrevivência na Libertadores e na Copa do Brasil.
Com informações de NetFlu