Grêmio redefine departamento físico e surpreende com saída de dois profissionais

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Porto Alegre, 25 de março de 2026 — O Grêmio anunciou a saída dos fisioterapeutas Henrique Valente e Anderson Dorneles do departamento físico do elenco profissional. A mudança faz parte de uma reorganização estrutural planejada pela diretoria para otimizar processos de prevenção, tratamento e retorno de atletas em meio à maratona de jogos de Brasileirão, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana nesta temporada.

Por que o Grêmio mexeu na fisioterapia agora?

Segundo apuração oficial do clube, a decisão não está ligada ao desempenho individual dos profissionais, mas sim a um redesenho de processos internos que visa elevar a eficiência do setor médico até o fim do ciclo 2026. O diagnóstico interno identificou:

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  • Necessidade de protocolos mais curtos de retorno ao jogo em semanas de “datas-cheias” (dois a três compromissos em sete dias).
  • Integração maior entre dados de GPS, nutrição e fisioterapia para monitoramento de carga de treino.
  • Aumento previsto de viagens de longa distância na Sul-Americana, que exige logística diferenciada de recuperação.

Raio-X do departamento médico tricolor

Não foram divulgados números oficiais do Grêmio na temporada atual, mas estudos publicados no British Journal of Sports Medicine indicam que lesões musculares respondem por cerca de 30 % das ocorrências médicas no futebol profissional de elite. Em cenários de calendário congestionado, esse índice pode subir até 40 %, pressionando os setores de fisioterapia.

Com a saída de Valente e Dorneles, o departamento físico gremista passa a contar, de forma permanente, com:

  • 2 fisioterapeutas sêniores remanescentes do staff fixo;
  • 1 preparador físico especializado em força e potência;
  • 1 analista de desempenho físico, responsável pela integração de dados de GPS e plataforma de wellness.

A diretoria avalia contratar pelo menos um fisioterapeuta com experiência em recovery de alta performance — profissionais vindos de centros de excelência europeus são monitorados.

Rotina de treinos mantida no curto prazo

Até que novas contratações sejam oficializadas, a comissão técnica distribuirá as funções de monitoramento individual e pós-jogo entre os profissionais já existentes. A programação semanal seguirá o padrão:

  1. D+1 (dia seguinte ao jogo): protocolos de crioterapia, banheira de contraste e sessões de liberação miofascial.
  2. D+2: testes de CK (creatina quinase) para medir fadiga muscular, seguidos de trabalho preventivo em academia.
  3. Véspera da partida: ativação neuromuscular leve e revisões de mobilidade.

Impacto nos próximos jogos

O Grêmio entra em campo nas próximas semanas pela 6.ª rodada do Brasileirão e também pelo jogo de ida das oitavas da Copa Sul-Americana. A eficiência do novo modelo será imediatamente testada, pois o elenco soma três atletas em fase final de transição — número considerado limítrofe para um grupo que disputa três competições simultâneas.

Uma transição mal gerida poderia prolongar recuperações e reduzir opções para o técnico; por outro lado, a redistribuição de tarefas e eventual chegada de reforços especializados pode gerar ganho de competitividade a médio prazo.

Conclusão prospectiva

A saída de Henrique Valente e Anderson Dorneles marca o início de uma reengenharia no setor físico do Grêmio, que busca reduzir o tempo de inatividade dos atletas e manter o elenco completo nas fases decisivas de 2026. A efetividade da mudança será medida já no próximo bloco de partidas; até lá, a evolução dos indicadores de lesão e retorno ao jogo servirá de termômetro para novos ajustes estruturais.

Com informações de Portal do Gremista

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