Miami (EUA), 24/05/2024 – O zagueiro Éder Militão, do Real Madrid e da Seleção Brasileira, ficará fora da Copa do Mundo de 2026. O jogador sofreu uma lesão muscular no bíceps femoral da perna esquerda na partida contra o Alavés, na última terça-feira pela La Liga, e passará por cirurgia na Finlândia ainda nesta semana; o prazo estimado para recuperação é de cerca de cinco meses, inviabilizando sua participação no torneio que ocorrerá entre junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.
Por que a cirurgia era inevitável?
Segundo a ESPN, os exames detectaram que a contusão reabriu uma cicatriz de uma lesão sofrida em dezembro de 2023, tornando o procedimento cirúrgico a opção mais segura. A operação será conduzida pelo renomado ortopedista Lasse Lempainen, especialista em problemas musculares de alta complexidade. Sem o tempo hábil de reabilitação completo — estimado em cinco meses, fora da etapa de readaptação física e técnica — a Confederação Brasileira de Futebol decidiu descartar a convocação do atleta.
Raio-X de Éder Militão
- Idade: 26 anos
- Clubes na elite: São Paulo, Porto e Real Madrid
- Jogos pela Seleção: 30 (de 2019 a 2024)
- Títulos principais: 1× Liga dos Campeões (2021/22), 3× La Liga, 1× Copa América (2019)
- Desempenho na última temporada completa (2022/23): 51 jogos, 4 gols, média de 2,1 desarmes e 4,5 rebatidas por partida (dados: Opta)
Impacto tático na Seleção Brasileira
Desde 2022, Militão vinha se consolidando como a peça mais rápida do corredor central defensivo, oferecendo cobertura de profundidade para laterais projetados. Sem ele, o técnico (ainda a ser definido pela CBF) terá de escolher substitutos que combinem velocidade de recuperação e saída de bola vertical.
Opções imediatas: Marquinhos e Gabriel Magalhães são titulares naturais; Bremer, Murilo e Beraldo ganham espaço para completar o trio/quarteto de zagueiros. A ausência de Militão também pode influenciar o modelo de jogo: um 4-3-3 com zagueiro mais construtor (Marquinhos) ou um 3-2-5 em fase ofensiva com laterais articulando por dentro.
Como fica o Grupo C sem Militão
Brasil está ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. A seleção africana conta com atacantes de transição veloz, como Hakim Ziyech e Youssef En-Nesyri, cuja principal característica é atacar o espaço nas costas da defesa. Sem Militão, o Brasil perde justamente seu zagueiro de recuperação mais ágil.
| Equipe | Gols marcados (Elim.) | Gols sofridos (Elim.) |
|---|---|---|
| Brasil | 36 | 5 |
| Marrocos | 19 | 7 |
| Escócia | 17 | 13 |
| Haiti | 14 | 18 |
A tabela acima mostra que o Brasil possui a melhor defesa entre os integrantes do grupo, mas perder um dos pilares do sistema pode alterar esse equilíbrio.
Imagem: Reprodução
E o Real Madrid?
No clube espanhol, Militão surgiu como titular absoluto após a saída de Sergio Ramos. A nova lesão adia seu retorno definitivo depois da ruptura de ligamento cruzado sofrida em agosto de 2023. Com a temporada espanhola se encerrando, Carlo Ancelotti deverá contar com Rüdiger, Nacho e Alaba (em fase de recuperação) para a pré-temporada 2024/25.
Próximos passos: a CBF publicará uma lista preliminar de 55 nomes até dezembro; a ausência de Militão abre uma vaga que poderá ser ocupada por um zagueiro de perfil físico semelhante. O acompanhamento da reabilitação do atleta será fundamental para determinar se ele regressará a tempo da reta inicial da próxima La Liga, prevista para agosto.
Com a confirmação do corte de Éder Militão, o planejamento tático da seleção ganha um ponto de interrogação crucial a pouco mais de dois anos do Mundial: como manter a solidez defensiva frente a adversários que exploram velocidade nas costas da zaga? A resposta passa pela ascensão de novos nomes e pela adaptação de conceitos de marcação em linha alta — questões que prometem dominar o noticiário nos próximos meses.
Com informações de NetFlu