Quem: Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os 16 clubes classificados para as oitavas da Copa do Brasil 2026.
O quê: sorteio que definirá os confrontos da próxima fase.
Quando: 26 de maio, às 11h.
Onde: sede da CBF, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais da entidade.
Por quê: a competição entra em mata-mata puro, valendo R$ 3 milhões em premiação adicional para quem avançar.
Fluminense aguarda adversário após afastar perigo contra o Operário
O Tricolor das Laranjeiras avançou ao vencer o Operário-PR por 2 a 1 no Maracanã, fechando o agregado em 3 a 1. Agora, o time de Fernando Diniz busca repetir 2007, ano em que conquistou seu único título da Copa do Brasil, e chegar à final depois de 19 temporadas.
Quem está no pote: o mapa dos 16 sobreviventes
A Copa do Brasil 2026 perdeu três dos seus gigantes na quinta fase — Flamengo, Botafogo e São Paulo — mas segue com força máxima em termos de competitividade. Eis a lista confirmada para o sorteio:
- Athletico-PR
- Atlético-MG
- Chapecoense
- Corinthians
- Cruzeiro
- Fluminense
- Fortaleza
- Grêmio
- Internacional
- Juventude
- Mirassol
- Palmeiras
- Remo
- Santos
- Vasco
- Vitória
Raio-X financeiro: quanto vale cada passo até o título
• Oitavas de final: R$ 3 milhões por clube classificado
• Quartas de final: +R$ 4 milhões
• Semifinal: +R$ 9 milhões
• Vice-campeão: R$ 34 milhões
• Campeão: R$ 78 milhões
Calendário travado: datas que vão impactar planejamento e rodízio
Ida das oitavas: 2 de agosto
Volta das oitavas: 8 de agosto
Quartas: 26 de agosto e 2 de setembro
Semifinais: 1.º e 13 de novembro
Final: 6 de dezembro
Os confrontos acontecerão em meio às rodadas decisivas do Brasileirão e das competições sul-americanas. A gestão de minutos tende a ser central, sobretudo para clubes como Fluminense, Palmeiras e Atlético-MG, que ainda lutam nas fases finais da Libertadores.
Imagem: Internet
Análise tática: onde o Fluminense pode ganhar ou perder
1. Controle de posse: a equipe de Diniz tem a maior média de passes certos por jogo entre os qualificados (de acordo com dados públicos do ScoutBR, 587 por partida). Em cruzamentos diretos com defesas reativas, como a da Chapecoense, o risco está em contra-ataques rápidos.
2. Eficiência defensiva: o Tricolor sofreu apenas 2 gols em 4 jogos na atual edição, mas enfrentou adversários de menor investimento. Frente a ataques de alto volume — caso caia contra Palmeiras ou Grêmio — a dupla de zaga exigirá mais cobertura dos volantes.
3. Bola parada: Palmeiras (6 gols de escanteio em 2026) e Atlético-MG (5 gols de faltas laterais) são os mais fortes nesse fundamento; sorteio contra qualquer um dos dois demandará ajuste específico na marcação zona-mista do Flu.
O que muda após o sorteio
• Planejamento físico: viagens longas para enfrentar Remo, Juventude ou Chapecoense alteram a logística e podem forçar uso de elenco alternativo no Brasileirão.
• Janela de transferências: a definição do rival influi nas prioridades do clube para julho. Caso encare ataques de maior porte, a diretoria pode acelerar a busca por um zagueiro rápido, especulado desde janeiro.
• Proteção de elenco: premiações progressivas somam até R$ 16 milhões só entre oitavas e semis; manter titulares saudáveis vira fator econômico-técnico.
No curto prazo, o sorteio do dia 26 de maio será decisivo para calibrar o foco do Fluminense entre múltiplos torneios. Um cruzamento contra candidatos diretos ao título pode elevar a exigência tática já em agosto, enquanto um adversário considerado emergente abre espaço para rodar o elenco sem perder competitividade. Independentemente do emparelhamento, a caminhada rumo a 6 de dezembro promete exigir gestão cirúrgica de elenco e planejamento de detalhes — fatores que, historicamente, decidem a Copa do Brasil.
Com informações de NETFLU